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Curativos e Tratamento de Feridas

Ferida Operatória Infectada

As Feridas Operatórias são exemplos de incisões, cortes ou aberturas cutâneas intencionais. Por regra as incisões cirúrgicas são notadas na pele (epiderme) mas sua profundidade avança no mínimo pelas três camadas cutâneas, mas podem ainda seguir pelas estruturas das cavidades internas (toráxica ou abdominal), e pelas estruturas dos órgãos internos. Vale esclarecer que todos os tecidos seccionados foram provavelmente suturados (fechamento do corte com 'costura' cirúrgica) para que haja a cicratização com maior facilidade. Quando tratamos de uma incisão cirúrgica estamos na veradade tratando da parte externa de um ferimento importante que dá acesso a vasos e estruturas significativas do corpo, sendo de extrema importância os cuidados com esse corte aparentemente modesto.

Existem as Feridas Operatórias Limpas e as Feridas Operatórias Infectadas. A presença da infecção é que diferencia uma da outra. O indicativo de infecção é o surgimento de febre local, e em alguns casos febre sistêmica (corporal, normalmente medida na axila), edema (inchaço), hiperemia (vermelhidão), dor local e com aparecimento, ou não, de secreção.

 

Tipos de Ferida Operatória

As feridas operatórias são classificadas como limpas ou infectadas. Uma ferida limpa é aquela que não está infectada, ou seja, a qualquer sinal de infecção ela deixa de ser limpa e deve merecer total atenção da equipe médica. A ferida infectada possui sinais particulares e deve ser tratada com cautela e técnica diferenciada.

 

Aspectos da Ferida Operatória Infectada

As feridas operatórias quando infectadas têm aspecto avermelhado, bordas endurecidas e doloridas, febre local, edema e drenagem de secreções. A temperatura corporal elevada também indica algum tipo de infecção, por isso deve ser considerada na evolução do quadro clínico. Esses sintomas podem instaurar-se aos poucos, agrupados ou com maior relevância de um ou outro. A qualquer um desses sinais a equipe de saúde deve ser comunicada com urgência.

 

Tratamento das Feridas Operatórias Infectadas

Acompanhar a evolução do processo de cicatrização das Feridas Operatórias com atenção é o melhor procedimento a ser feito. De acordo com a abordagem da equipe de saúde as feridas operatórias podem ser ocludidas com curativos, normais ou compressivos, mas por regra deve-se preferir sua estada aberta, limpa e seca, para que o oxigênio do ar contribua como catalizador do processamento do colágeno pela pele, acelerando o processo de cicatrização.

O tratamento de feridas operatórias infectadas pode ocorrer por segunda intenção ou terceira intenção.

O tratamento de segunda intenção é adotado sempre que houver a infecção instaurada no quadro. A principal providência para sua resolução é a limpeza regular e a manutenção de bloqueios como telas, gaze ou faixas, ou diversos recursos em conjunto, que servirão de medidas de conforto, pois a terapia medicamentosa, normalmente associada ao quadro infeccioso dará conta da manutenção do controle da proliferação dos organismos infectantes e suas conseqüências.

Já o tratamento de terceira intenção é adotado quando há o controle infeccioso mas devido à sua complexidade ou outros fatores associados, a pela ou estruturas de tecidos internos não conseguem sua perfeita recomposição devido a seqüelas como a necrose dos bordos das feridas. Nesses casos há um novo procedimento como a debridação dos bordos da ferida ou mesmo a remoção parcial do tecido para sua recomposição.

A escolha da abordagem é tomada pela equipe médica, normalmente o cirurgião e o clínico responsável pelo paciente e adotam tais medidas de acordo com as condições de saúde e do quadro clínico geral do paciente tratado.

 

Fatores de Risco nas Feridas Operatórias

O processo de cicatrização das Feridas Operatórias é o processo natural de cicatrização da pele, onde a recomposição do tecido é feita pela regularização dos vasos sangüíneos periféricos, pela sintetização do colágeno e pela recomposição da fibra da pele e sua fisiologia normal. Pacientes com dificuldades de cicatrização (diabéticos, hipetensos, doença vascular periférica, entre outras) devem tomar precauções e avaliar o risco de incisões eletivas.

O mesmo ocorre com crianças cujo desenvolvimento do sistema imunológico ainda não esteja perfeitamente acabado, por aumentar o risco de infecção, e Idosos, quando naturalmente a pele perde sua alta capacidade de regeneração das fibras (principalmente pela deficiência na formação do colágeno), o que acaba por retardar o processo de cicatrização também.

Pacientes cuja nutrição não seja a ideal, ou em pacientes cujo quadro geral de saúde não seja favorável, deverá haver uma avaliação da necessidade de recomposição dos parâmetros normais de saúde antes de proceder com incisões eletivas.

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